Mostrar mensagens com a etiqueta Madalena Santos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Madalena Santos. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 26 de junho de 2009

As tribos do sul



Diferente dos primeiros dois livros, o cenário apresentanos uma época mais próxima da nossa, onde os primeiros automóveis circulam pelas estradas de braços dados com coches. A emancipação das mulheres é outro aspecto curioso deste livro, porque aqui são recordadas todas aquelas que num passado nos permitiram a todas um lugar na sociedade com direito de voto e outros.

O progresso por vezes traduz-se no atropelamento de crenças e costumes. Numa época em que a libertação feminina dá os seus primeiros passos, num dos poderes de Corsa, uma jovem é introduzida de forma forçada no meio de uma tribo que aspira a salvação de um pedaço de terra. Nela se depositam todas as esperânças de salvar as tribos do sul, pois acreditam que só ela será capaz de dialogar com aqueles que por sede de riqueza destroem um pedaço de terra sagrada e que no passado das terras de corza havia sido tido como garantido e resgardado para as gerações vindoras. A nossa bela personagem, descobre que nas tribos uma essência da vida baseada na simplicidade e crenças. Descobre que afinal os tão prototipados por selvagens são seres humanos que sentem como todos os outros.

Abraçando as tribos, dedica a sua vida à salvação das mesmas e apesar de não atingir a totalidade dos seus objectivos, o que de certa forma a desmoraliza, consegue marcar uma posição pela diferença: lutar pelos interesses de povos diferentes da sua raça.

Existe uma pontada de romance neste livro, um amor impossível, mas que aos dois concede uma energia e uma alegria, que lhes permite prosseguir com a vida. Por palavras e gestos, estes dois encontram no outro a sua metade talvez perdida e no final...

Confesso que gostei mais dos dois primeiros livros, talvez porque a meio do livro a nossa personagem principal passa a vida a remoer e a sofrer com as suas incertezas. Quando pensamos que finalmente ela encontra o seu caminho, algo a atira para o fundo...mas talvez seja assim mesmo, o cair para de novo levantar a cabeça.


quarta-feira, 27 de maio de 2009

A Coroa de Sangue

Na continuação das Terras de Corza, surge este segundo livro que à semelhança do primeiro me agarrou pelas palavras e história descrita. Um reino onde impera uma monarquia absolutista, um horrível regicídio tem lugar, obrigando o jovem Eiron, sobrinho do Rei a mudar toda a sua vida. O que no início parecia um crime sem sentido revela-se como mais um passo fruto da ambição cega pelo poder por parte...não posso revelar senão tiro todo o mistério.
Posso dizer que Eiron se vê confrontado com a responsabilidade de erguer o seu reino Natal, lutar pela paz de todos e em parte pela sua. É aqui que o livro me cativou: À semelhança de Eiron todos nós travamos em muitos momentos lutas interiores muito grandes, duvidando mesmo em alguns momentos do motivo da nossa existência. Fechamos a alma e erguemos muralhas à nossa volta...mas quando menos esperamos algo muda e tudo um dia fará sentido.
Também neste livro podemos encontrar verdadeiros exemplos de amizade, amizade essa que será fundamental no decorrer desta história...Todos diferentes todos iguais...em que as diferenças são deixadas de lado quando nos une uma causa...é lamentável que a nossa realidade nem sempre nos proporcione tal...contudo a esperança é a última que morre!!!

O Décimo Terceiro Poder

O primeiro da saga "Terras de Corza", foi para mim uma agradável surpresa. No início pensei que seria um livro muito ao género de Eragon e restantes. Mas enganei-me. Saciei esta minha sede de leitura com uma história magnífica sobre uma jovem dama, que tendo um passado misterioso e apenas revelado no final, assume uma posição que à partida a sua condição feminina não lho permitiria, mas que os ensinamentos recebidos por parte do seu Pai Adoptivo, um rei, a deixaram preparada para assumir e concretizar com sucesso a sua missão: descobrir o verdadeiro inimigo por detrás dos ataques sucessivos e conseguir a paz. A sua inteligência e sensibilidade alienadas com o apoio que consegue face à sua coragem são determinantes na sua missão que se estende para além da descoberta do verdadeiro inimigo. De certa forma esta história é um exemplo de quê após um conflito, o verdadeiro desafio é a manutenção da paz. E satisfazendo a curiosidade, sim tem romance pelo meio. Um belo romance com um final feliz.
Ao lermos este livro os mistérios são por nós desvendados mesmo antes de lermos. Isto poderia ser o suficiente para pararmos a leitura do livro, não fosse o mesmo rico em palavras que articuladas de forma simples mas bela, nos embalam nos sentimentos e pensamentos que vários protagonistas sentem perante: Traição, Decepção, Intriga, Amor, Laços familiares que vão muito além de simples laços de sangue, batalhas, morte, doença, amizade...tudo aquilo que ao fim ao cabo sentimos todos nestes momentos, mas exprimidos de forma sublime.
...é claro que ver uma dama envergar uma espada e cavalgar para uma batalha me encheu as medidas. Não por se tratar de uma mulher que desempenha o papel masculino tão ditado pelos costumes, mas sim porque esta classe acolhe esta dama com um respeito e admiração sem questionar no final o facto de esta ser mulher.