Talvez o livro que nos ultimos tempos mais me emocionou ao ponto de nas últimas páginas ficar com os olhos húmidos de alegria.
Um casamento abalado pela morte do único filho, mas um casamento que há muito mostrava sinais de ruptura...Quantos casamentos não chegam a um ponto em que um abalo apenas mostra que algo não está bem desde há muito tempo??? muitos...
As cartas trocadas pelos dois é o cenário deste livro...analisam o passado, descrevem o presente e com isso reconstroem uma relação que aos nossos olhos no início tem tudo para terminar.
Por vezes é necessário parar um pouco para reflectir e nunca esquecer que acima de tudo existimos como seres que sentem e vivem para ser amados...quando tal deixa de acontecer é necessário olhar para trás...olharmos para dentro de nós e compreender o porquê...porque por vezes também nós somos os culpados...
Se no fim os dois ficam juntos acreditem que é o resultado de uma enorme vontade de viver e no fundo de se aperceberem que sem o amor um do outro nada mais faz sentido!!!!
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
sábado, 9 de janeiro de 2010
Acheron
"somos trevas, somos sombra. somos os predadores da noite. somos perfeitos"
Deuses do Olimpo e Deuses da Atlântica misturados numa história de amor, amizade, traição, violência psicológica e sexual. Condimentos certos para uma fantástica história de fantasia, que tem início algures no tempo bastante remoto e termina nos dias de hoje.
Um livro um pouco massudo ao fim de algum tempo...Os abusos sistemáticos ao personagem saturam um pouco. Mas algures mais à frente, quando o cenário é a nossa época, o livro ganha a dinâmica que gosto desta autora e a forma hilariante como ela introduz personagens mitológicos a viverem na sociedade actual.
Uma leitura para mim, para descontrair e rir com os diálogos dos vários personagens, o que sabe muito bem ao fim de um dia de trabalho...rir pelo puro prazer de rir!!!! Especialmente na sempre e engraçada divergência de pensamento feminino e masculino!!!! Shereilyn Kenyon é para mim das autoras que melhor capta e escreve o que para mim sempre foi motivo de curiosidade e fascinio, as diferenças entre o feminino e masculino sem as quais nada seria colorido, desde que aceite.
A história de amor...mais uma vez e talvez seja este sempre o pano de fundo...um Deus que deixa de acreditar que mereçe o amor de alguém, porque os abusos na sua vida sempre foram constantes e quando finalmente encontra alguém que se entrega de corpo e alma, o receio e todo um conjunto de fantasmas reaparecem...uma luta interior tem início...mas como em qualquer históriatudo termina bem!!!!!
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
O principe da árvore
É o último livro da afinal quadrologia que pensei inicialmente ser uma triologia, mas com grande prazer descobri o quarto livro na biblioteca do meu Pai, onde tenho ido buscar livros muito bons!
Podem perguntar porque escrevo directamente sobre o quarto? e a razão é muito simples: li os 4 num espaço de duas semanas e quando dei por mim estou a misturar os livros e receio enganar-me.
Fiquei deslumbrada com a história, uma visão feminina, como disseram alguns críticos da lenda de Artur. Uma perspectiva cativante e deliciosa numa história repleta de mistérios, reviravoltas, vingança, amizade e amor.
Tem passagens emocionantes que me fizeram pensar sobre muita coisa enquanto ao mesmo tempo lia sofregamente cada palavra.
O que mais gostei: A forma como a autora mais uma vez por entre magia e o sentimento consegue descrever o mais variado tipo de sentimentos numa determinada situação, descrever o que muitas vezes sentimos quando a nossa vida sofre uma reviravolta que no fundo é o resultado não só do nosso crescimento como do mundo à nossa volta que também ele cresce.
No segundo livro "A Rainha suprema" crescem para a vida adulta com toda aquela energia e sede de descoberta que todos passamos quando saimos da adolescencia.
No terceiro livro "O rei Veado", o Reinado de Artur começa a sofrer os seus primeiros abalos, entre traição e morte de tudo um pouco.
E no último...o fim...estranho de um mundo que nos embeleza a fantasia, mas que à luz de uma nova crença deverá existir num mundo à parte...um filho que apesar de se juntar ao Pai, dando a este a enorme alegria por afinal ter um filho, no fim como qualquer criança fruto de uma situação bizzarra e alimentada pela sede de vingança se perde numa batalha contra o Pai...não posso dizer muito mais para não estragar o fim, porque se na lenda estamos habituados a um final glorioso aqui temos uma enorme surpresa!!!!!
E agora...vou a caminho do próximo livro!!!!
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
A Senhora da Magia
Até parece mentira, mas tendo lido já alguns livros desta autora ainda não tinha lido os seus famosos livros da Triologia Brumas de Avalon.
E palavras para quê...quando um livro nos envolve e nos alimenta não só a imaginação como a sede de ler...Tendo como palco a Lenda do Rei Artur, Marion Z. Bradley recria com um toque de magia esta lenda misturando e complementando-a com a vida da Bretanha da época, em que a religião Celta ainda conseguia sobreviver ao Cristianismo. Nesta matéria é magnífica a interpretação pelos que acreditam na Deusa Mãe, no respeito pela Terra e valores humanos e mesmo por uma religião estranha.
Amor, ambição, devoção e amizade são os ingredientes desta Saga e se esperam mais uma história sobre o Rei Artur como todas as outras podem crer que estão enganados. Pois algures nas primeiras páginas comecei a ver com outros olhos os personagens desta conhecida lenda. Apaguei tudo o que tinha aqui guardado para dar lugar a personagens mais humanos, personagens que mesmo pertencentes a uma lenda foram humanos como nós, no seu crescimento e dilemas de vida.
Igraine a mãe de Artur casada como era costume com um duque é envolvida pela irmã Viviane no destino da Bretanha. Deveria ser ela a gerar o futuro Rei, Artur, mas de um homem que não o seu habitual marido. Incerteza e revolta envolvem este momento, pois relutantemente Igraine não quer nada mais ter a ver com Avalon, pelo abandono que sentiu no dia em que a enviaram para casar. Mas os mistérios da Deusa são inexplicáveis e Igraine apaixona-se mesmo pelo Homem de quem deverá gerar um filho. Uma aventura com o seu final Feliz, mas estranho ao mesmo tempo, porque no meio disto vemos a pequena Morgaine que cresce. Filha do primeiro casamento de Igraine sente que a mãe a abandona a ela pelo segundo filho e num momento de ciúme e inveja é pelo irmão que vai alimentar a solidão que sente, tomando conta daquele pequenino que mesmo a mãe coloca de lado cega...talvez pelo amor que nutre pelo actual marido...Rei Supremo da Bretanha.
Algures depois Artur é alvo de um atentado contra a sua vida e Viviane, Senhora do Lago, aconselha a irmã que é melhor enviar Artur para casa de um Pai adoptivo protegendo-o. E mais, que Morgaine por quem sente um carinho especial, deverá ir para Avalon, para que mais tarde se torne ela a senhora do Lago. E assim é. Vamos lendo e observando o crescimento de Morgaine em rituais tão distintos dos cristãos, mas que fazem parte de um povo que neles acredita.
E chega o dia em que Morgaine se deverá entregar a um desconhecido. Um desconhecido que se conseguir levar a cabo uma tarefa se torna um senhor supremo de Avalon. O dos Chifres, como é apelidado. Será ele a quem Morgaine entregará a sua virgindade e assim o foi. Um desconhecido que supera as expectativas de todos, e alimenta a crença que é hora de um Rei supremo capaz de manter as tradições e lutar pela paz do seu Povo. Problema: após a noite de entrega, e ainda meio envolvidos pelo momento, Morgaine reconhece o desconhecido...o seu meio-irmão Artur...e aqui começam a nascer as incertezas de Morgaine que acaba por abandonar Avalon...tendo no seu ventre um filho.
...uma história bizarra mas repleta de emoções...o acreditarmos numa coisa pela qual nos entregamos e depois sentir o horror de um sacrifício que nos deixa relutantes ou mesmo descrentes.
...confesso que já vou no terceiro livro...muito boa a história
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
A senhora do Trillium
Mesmo a vida de uma arquimaga pode um dia chegar ao fim e ao atingir quase 200 anos de existência Haramis, guardiã do Trillium Negro sente chegada a hora de encontrar a sua sucessora e prepará-la, como um dia desejou que consigo tivessem feito. E é em Mikayla, uma princesa que Haramis encontra a sua sucessora. Mas se a boa intenção de Haramis é por si vista como algo de importante para Mikayla é o pesadelo que transforma a sua vida mudando o futuro com que sempre sonho, um futuro junto a Fiolon, seu amigo das aventuras e desventuras de criança.
Mas como tudo na vida por vezes os sonhos desfeitos podem parecer o fim do mundo e cegamos ao novo futuro que neste livro afinal tem associado um sentido de vida e sobretudo a vida de todos os elementos da natureza do qual nós fazemos parte.
A descoberta das nossas potencialidades e no fundo do nosso carisma é retratado neste livro de uma forma interessante mas não muito profunda. Mais, a amizade e o elo forte que nos liga um grande amor é aqui descrito também. Existe uma passagem neste livro em que Haramis tenta quebrar o elo que liga a princesa a Fiolon, mas descobre que o amor resiste até à mais poderosa das magias.
De todos os livros que li da autora até à data é aquele que menos gostei, mas uma coisa me continua a fascinar: a sua escrita...as palavras e o sentimento que transmite através das mesmas. E como tal, já estou a ler outro livro desta autora: As Brumas de Avalon. E estou a gostar imenso!!!!!
sábado, 7 de novembro de 2009
A ponte para a Eternidade
Na contra capa está escrito "Se te sentes só, num mundo de estranhos e anseias por alguém...Se as nuvens onde voas, num céu azul de esperança em cinzento se tornam e se te sentes cair...Se sentes mesmo assim que queres abrir as asas e recuperar o voo que, para ti, é tudo..."
É de facto um livro que nos faz reflectir sobre o nosso eu e sobre a relação com os outros...uma mensagem para quem procura a sua alma gémea...um amor que no fundo nasce de uma grande amizade e que naturalmente caminha para o amor...porque a amizade é amor...e porque é desse amor que respiramos a alegria do afecto, carinho e no fundo da nossa existência como seres que somos.
Marcaram-me várias passagens, em especial o conflito que por vezes nasce em nós fruto das incertezas que sentimos na solidão...e nessa solidão descuramos num egoísmo muito próprio, que existem pessoas que acreditam em nós e que por nós movem montanhas na magia de uma amizade única.
...muito bonito este livro!!!!
domingo, 25 de outubro de 2009
Um novo sentido para a vida
Delicioso este romance que nos envolve na vida de uma recém viúva: A morte, aquela paragem que se traduz em dor numa primeira fase...revolta...e o tempo...esse não espera que a ferida feche...segue em frente. Sophie após um episódio em que em plena depressão de luto vai trabalhar de roube e pijama, aceita ir viver para uma cidade pacata com a sua amiga Ruth. E tudo vai mudar...porque quando se fecha uma porta outra se abre.
E muda tudo...observamos os medos...ataques de pânico pelo começo de uma nova vida...amizades que nascem e uma delas a de uma rapariga de 14 anos de quem Sophie se torna irmã adoptiva ao abrigo de um programa especial. Se Sophie já lida com dificuldade com os seus problemas é fantástico a amizade que nasce entre estas duas...muito difícil no início mas como tudo na vida se temos a
Se ao longo deste livro por vezes acabamos por meditar um pouco sobre os temas da perda, solidão, ansiedades, também conseguimos rir com as situações hilariantes em que Sophie se vê metida.
Para um primeiro livro fiquei fã. A escrita envolveu-me muito e se me fez por vezes ficar com as lágrimas nos olhos também me fez rir imenso. Passamos por momentos que por vezes nos fazem pensar se existem motivos para continuar a sorrir, mas tal como por vezes sinto, de um segundo para outro tudo muda e algures existe sempre mas sempre um motivo para irmos em frente...o nós!!!!
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