domingo, 6 de setembro de 2009

As Forças do Oculto

O segundo livro da saga O poder supremo. Sinceramente gostei mais do primeiro. Este segundo livro custou-me um pouco a ler porque a história em si, mesmo seguindo os femómenos paranormais que também no primeiro existem, cansei-me um pouco da personagem principal. Sempre numa ladainha um pouco cansativa.

Algures no passado um acontecimento apagado da memória de winter fez com que no presente se passem coisas estranhas. De tal forma que por iniciativa ela chega a internar-se num hospício, o qual abandona precisamente por considerar que ali não encontra resposta.

Tenta isolar-se do mundo mas mesmo assim, os animais mortos, objectos que se deslocam, e portas que se abrem, continuam a aparecer e parece que é num ódio interior que a coisa encontra forças para ganhar terreno. E nisto procura ajuda junto do instituto onde trabalha a personagem do primeiro livro. Pelo menos aqui encontra o conforto que não pensarem que ela é doida. é neste ponto que gostei de uma pequena passagem que diz que existem muitos que não se encaixam na sociedade actual e que por isso recorrem a psiquiátras, julgando sofrer de desiquilibrios...mas não...e mesmo assim são tratados como doidos...sociedade que molda sem ver que existem seres humanos diferentes e que os padrões de comportamento não são tão lineares.

De resto a história é uma espécie de história de amor um pouco sonsa, mas que se resolve, como todas as histórias. E os mistérios que tão sofregamente me fizeram ler o primeiro livro aqui desvanecem um pouco. Espero que o terceiro seja melhor.

domingo, 30 de agosto de 2009

O círculo de Blackburn

O primeiro livro da saga "O poder supremo"...Trhuth Blackburn tem um passado marcado por ser filha de Thorme, que procurava a verdade nas religiões antigas e com isso reuniu um grupo de pessoas na prática de magia...mas algo correu mal e durante um ritual a mãe de truth morre e o seu pai desaparece. Histórias por contar, segredos inemagináveis envoltos num manto do paranormal e magia fascinante.

Esta rapariga cresce assim envolta num mistério que a revolta por ser filha de quem é e decidida a contrariar tantos os que a "perseguem" pelo legado que carrega decide desmascarar o seu pai, mostrando ao mundo através do seu Ódio quem era ele na verdade. Sendo investigadora na área do paranormal parte na aventura da busca de provas, provas essas que no final se mostram que a aventura em que embarcou foi a aventura da sua vida...porque de por vezes o passado nos tolda o espírito fá-lo de forma a renegarmos o que somos ou queremos ser e é isso precisamente que acontece: encontrar o sentido da nossa vida.

Por entre mistério, fantasia e magia este livro cativou-me pela história que se vai transformando contrariamente ao que no principio cremos ser...algures na mentira por vezes existe uma verdade que ultrapassa o que acreditamos...

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Pedro Sena-Lino é um poeta dos nossos dias e neste livro embalou a poesia e esculpiu um romance fantástico.

A história de um livro cuja história abraça todos o que algures na sua vida passam os olhos por este livro. Como se este livro fosse uma parte de todos os personagens e sem essa parte a sua vida fosse incompleta.

O livro escolhe o seu leitor e não é o leitor que escolhe o livro...teoricamente fantástico esta mensagem algures escrita neste livro, porque às vezes tenho precisamente essa sensação...vou lendo um pouco de tudo, mas por vezes parece que estava destinado que algures naquele momento da minha vida fosse aquele o livro que deveriam os meus olhos saborear e a minha alma amar...bastante poético...eu sei...mas é o que sinto.

E neste livro, ao ler as vidas dos vários personagens senti que era neste momento que deveria ter lido este livro e não noutro momento...a passagem "Tão depressa o ontem é hoje" marcou-me bastante...talvez seja a sede de viver algo...e sentir precisamente que o tempo passa demasiado depressa.

Encontro na poesia a musica para os meus olhos e foi precisamente neste livro que embalei momentos, recordações e sonhos.

Identifiquei-me bastante com a seguinte passagem que irei transcrever e pela amostra podem ver que se trata de um livro maravilhoso:

" Gostava de livros e de livros impressos, por tudo o que era o livro: pelo seu conteúdo, onde se perdia como um náufrago no mar..."...também eu me perco nos livros e sinto cada palavra...especialmente naqueles que me fazem esquecer o tempo...

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Lendas e Narrativas - Tomo I e II

Depois de uma ausência longa, segundo alguns, voltei! Nas férias pouco li, não por falta de vontade, mas sim porque duas criaturas lindas preenchem o meu tempo com uma alegria tão intensa que tudo o resto não interessa.

E nada melhor para mim como estes dois livros que li:

Todas as lendas têm o seu encanto, especialmente aquelas cuja origem reside na história dos nossos antepassados. Épocas remotas, diferentes em tudo...saboreamos pelas palavras de Alexandre Herculano, feitos, tramas, vinganças, batalhas, cores, amizade, heroismo...recordei partes da História de Portugal já esquecidas e recordei tantas outras que ainda me aguçam a curiosidade e de certa forma desafiam a minha imaginação, por entre um portugês escrito tão diferente do actual.

Uma obra prima para mim, que decidi ler talvez porque há duas semanas olhei para as prateleiras e senti o cheiro a livro com uma idade superior à minha, um livro que viveu anos saltando entre uma sala, onde o cheiro de uma lareira aberta lhe conferiu uma doçura impregnada de tempo e a mesinha de cabeçeira da minha avó. Fazia parte de um conjunto de livros que relia de vez em quando. Este livro faz parte de um conjunto que julgo já ter falado de, livros que nunca tinha lido eu, mas sim lido pelos olhos e palavras da minha avó.

sábado, 22 de agosto de 2009

Eldest

Segue o tempo e com ele a vida de Eragon...mistérios que se desvendam e outros que nos alimentam por mais tempo na sede que sentem os que como eu gostam deste tipo de histórias...um misto de fantástico com emoções humanas onde o nosso herói consegue desbravar um pouco mais do seu passado e de si próprio num processo de crescimento interior forçado mas cujo objectivo é salvar o mundo do tirano que teima em matar quem a ele se opõe.

Continuo a gostar muito da escrita deste autor e esperei febrilmente pelo terceiro que no fim não era o último. Li este logo a seguir a ter lido o primeiro fascinada não só com a idade do autor como pelo enrredo que me apaixona.


sábado, 8 de agosto de 2009

Os senhores da Guerra

O último livro da saga "O imperador"...e é absolutamente fantástico!!! Conn Iggulden passou a ser um dos meus escritores de preferência, pois o seu dom para a escrita maravilhou-me!

A descrição da Vida de Júlio César já me fascinava no passado, pois das suas mãos um império ganhou força e lugar no tempo que ainda hoje é recordado e visível, ou não fossem as ruínas romanas um marco da passagem deste povo por inúmeros lugares.

No centro deste último livro, encontramos um Júlio César sedento de conquista e se no passado condenou todos aqueles que tentaram saciar a sua sede de poder sem olhar a meios, também ele algures no tempo vira o seu pensamento e se deixa levar pela fama alcançada com intensão de também ele se tornar um imperador...objectivos elevados e que incomodam amigos próximos. E entre eles Marco Bruto que abandona o seu amigo indo juntar-se a Pompeu. Acredita Marco Bruto que se pompeu ganhar a primeira grande luta entre Romanos talvez roma recupere o passado de uma républica que tudo tinha para vingar e honrar os seus cidadãos. Mas Pompeu perde e Marco Bruto é obrigado a retornar para debaixo das asas de César, um César que o perdoa deixando muitos inquietos com tal atitude. Neste perdão, conseguimos ver um pouco da grandiosidade de Júlio César que julgamos ter sido perdida na sua cegueira em construir um Império. Um homem que honra as suas amizades acima de tudo.

Mas é no Egipto que se dá a grande reviravolta em Júlio César e também aqui este encontra Cleopatra, que lhe dá um filho...o filho sonhado e no qual depositam os dois a esperânça de um dia este ser imperador de Roma e do Egipto.

Júlio César regressa a Roma, no final de quase uma vida a combater e é em Roma que morre às mãos dos que na Républica acreditam e que em César apenas vêm um homem sedento de poder...o resto da história conhecemos todos "Também tu Bruto?"...

Mesmo ficcionado, não deixa de ser uma saga repleta de aventuras não só em batalhas travadas entre povos, mas também repleto de batalhas travadas por cada um dos personagens históricos aqui descritos...afinal no fim somos todos carne, osso e alma...e é aqui que se trava a maior de todas as batalhas!!!

Não posso descrever muito mais deste livro nem dos outros, porque é apenas na leitura dos quatro que irão compreender a grandeza da história de Júlio César que mesmo ficcionada em algumas partes é descrita com uma emoção que me cativou e que de certo vai dislumbrar os que de História gostam.

Obrigado Pai, por me teres aguçado a curiosidade nestes livros!!!!






quarta-feira, 29 de julho de 2009

Campo de Espadas

E num ritmo de tempo que não pára segue a vida de Júlio César que me continua a maravilhar não só pela pessoa em si, mas pelo General em que se tornou e que neste terçeiro volume marca pela diferença.

Num atropelo de acontecimentos Júlio César continua as suas conquistas numa Roma cujo espírito e dignidade se perde algures por entre aqueles que apenas no poder desmedido encontram seu belo prazer, esquecendo que uma cidade, um povo é feito de pessoas.

Rodeado de amigos, Júlio César atravessa aqui um periódo na sua vida, o olhar para o passado, a nostalgia de um tempo em paz, mas também um olhar pelo futuro cheio de grandiosidade, pois com honra e muito respeito pelo povo romano, Júlio acredita que pode devolver ao seu povo uma república sem injustiças e com uma paz que julga que todos merecem.

Conquista a Gália e o respeito por muitos reis deste território, pois sempre com um número inferior de soldados, Júlio César consegue vencer todas as batalhas não só pelas tácticas aplicadas como pelo amor e respeito que os seus homens lhe têm...ele percebe aqui o que um dia o Tio lhe disse...soldados não vão para a guerra pelo seu povo mas pelo seu general

Neste livro começamos a sentir o descontentamento de Marco Bruto perante algumas decisões e acções de Júlio César que fragilizam uma amizade de infância que de certa forma encanta o leitor.

Um livro fantástico, escrito como os anteriores de forma ficcionada, mas que confere e respeita o lugar que este imperador ocupou na História da Humanidade.

Já estou a ler o último e sinceramente, há muito que não lia uma obra de ficção tão boa!!!!